Um Bom Garoto: Um dorama bom, mas nem pra todo mundo
Acabei de terminar o dorama Um Bom Garoto e achei a história super incrível e envolvente. Começa simples, mas vai crescendo conforme você vai entrando no universo dele. Eu esperava um bom dorama e ele entrou na minha lista de favoritos. Mas sei que pra algumas pessoas a história pode não empolgar tanto e deixar só aquele sentimento de “Gostei”, sem o “Amei”.
História que prende
Pra mim, a história foi ótima — do tipo que eu mais curto. Personagens que parecem normais, mas que têm umas feridas internas, que são mexidas e depois acontece aquela cura de verdade. É aquele tipo de história de motivação, de se encontrar, ser feliz e realizado. E o legal é que não foca só no casal principal, os outros personagens também têm seus momentos, o que deixa tudo mais interessante.
Esporte na jogada
O que fez tudo funcionar pra mim foi a ligação com os esportes olímpicos, já que os personagens principais são ex-atletas das Olimpíadas. Cada um com seu esporte e sua história diferente. É tipo os “Vingadores” da polícia coreana.
Isso me lembrou muito animes de esporte, tipo Slam Dunk e Haikyuu: você vê o atleta, começa a curtir e até passa a admirar o esporte por causa disso. Me deu até vontade que investissem mais no esporte aqui no Brasil.
Histórias de fundo e vilões bem feitos
Além dos protagonistas, os vilões também têm histórias bem construídas, explicadas na medida certa pra gente sentir empatia ou até odiar de verdade. Os roteiristas mandaram muito bem explorando várias camadas de todos os seus personagens de maior destaque.
Vilão top demais
O vilão principal é impecável! Uma mistura de Lex Luthor com Coringa: frio, inteligente, cheio de recursos e bem psicopata. O ator Oh Jung-se (Tudo Bem Não Ser Normal) fez um trabalho incrível, dando profundidade e várias camadas pra esse personagem, que parecia impossível de vencer. Sempre sombras de dúvidas, ele é o vilão do ano dos doramas, e ao meu ver, o ator foi o melhor do dorama, conseguindo transmitir essa complexidade de seu personagem.
Muita luta e violência
Aqui tem um ponto que não me incomodou muito, mas vi que muita gente do TV Time não curtiu: tem muita violência e maldade nas cenas. Isso acabou afastando alguns espectadores.
E outra coisa que fiquei pensando: por que os policiais quase não usam armas? Só uma personagem usa, o resto vai na mão e com objetos não letais. Em algumas situações até faz sentido, mas em outras, tipo o protagonista, isso só trouxe problema.
Acho que por causa dessas cenas de ação, a série acabou ficando um pouco mais longa do que precisava. No final, parecia que dava pra cortar uns três episódios, já que várias perseguições talvez não fossem tão necessárias.
É por esses motivos, que sei que esse dorama não será favoritado por muitos.
Coisas pra pensar
O dorama levanta vários temas legais pra gente refletir: a pressão dos atletas, a vida depois do esporte, família, legado e muito mais. Pra mim, dois assuntos se destacam.
O primeiro é sobre matar ou prender um bandido. Pode parecer meio clichê — tipo, por que o Batman não mata o Coringa? —, mas aqui eles conseguem fazer você entender essa linha fina. Você entende por que alguns não podem ser mortos, mesmo com tudo. Porque matar é acabar se corrompendo, perdendo a bondade e fazendo o que o vilão quer: transformar você numa pessoa igual a ele. A série trabalha isso de um jeito bem reflexivo.
O segundo debate importante é sobre o sistema.
O sistema existe, mas dá pra lutar contra ele
No final, você percebe que o sistema vai estar aí enquanto existirem pessoas ruins como o vilão — e elas vão existir, infelizmente.
Mas o protagonista, interpretado pelo Park Bo-gum (Se a Vida te Der Tangerinas), tem um ponto legal: enquanto o sistema existir, tem que ter alguém que lute contra ele. Que se importe, que se indigne e enfrente. O sistema só vai mudar se a gente insistir em tentar fazer a diferença.
Assim, ele nos consegue passar a mensagem que não podemos esquecer: Pode demorar, mas a mudança vem — porque vai ter sempre Um Bom Garoto pra fazer isso.
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