Nanatsu no Taizai: Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse – Vale a pena?
Sabe aquele anime que você não tava nem com vontade de assistir, mas aí alguém chega e fala: “A segunda temporada tá muito boa”? Pois é… comigo foi assim. Resolvi dar uma chance. E olha… bora pra resenha.
Uma sequência de Nanatsu?
Sim e não. A história se passa no mesmo universo, mas começa bem desconectada. Dá pra assistir sem ter visto Nanatsu no Taizai. E isso é bom, porque não faz como Boruto, que vive se apoiando no Naruto e no Sasuke pra brilhar. Aqui, os personagens originais aparecem, têm seu momento e pronto. Não ficam aparecendo toda hora. Ponto positivo pra continuação.
Outro público, mais jovem
Uma coisa que me incomodou é que a série parece feita pra um público mais novo. O jeito de contar a história, o humor, o clima… tudo mais leve. É como assistir Jovens Titãs e depois Jovens Titãs em Ação. As duas são boas, mas uma claramente quer pegar uma galera mais nova. Isso, pra mim, tirou parte da graça.
Mas ao mesmo tempo… não é tão infantil assim
Apesar desse tom mais leve, ainda tem bastante fanservice. E sério… não precisava. Em Nanatsu, até dava pra relevar, mas aqui parece que colocaram só pra chamar atenção. Isso, pra mim, foi um erro.
Um protagonista que não convence
O Percival, protagonista, simplesmente não me prendeu. Ele é aquele “bonzinho demais” que não amadurece nem quando a história dá motivo. O exemplo mais absurdo: o avô dele morre pelas mãos do pai e ele reage com a mesma leveza que a Poliana do SBT.
O problema não é ser bom — é ser bom sem amadurecer. Ele tem 16 anos e ainda não consegue falar “Camelot” o anime todo. É complicado.
E outra: ele é tipo o Po de Kung Fu Panda, mas sem treino. Do nada aparecem poderes que salvam ele, sempre no momento certo. Ele não treina, não aprende a controlar… simplesmente acontece. Num universo onde já tivemos os Sete Pecados Capitais e vários personagens bem desenvolvidos, ter um protagonista que parece uma eterna criança não funciona.
O que me mantinha assistindo
O que me segurou foi o mistério: por que eles são os Cavaleiros do Apocalipse? Eles vão destruir o mundo? Por que o Arthur virou do mal? O que aconteceu com os personagens de Nanatsu?
Ver a continuação do universo por outros olhos, de gente que não viveu a Guerra Santa, foi o que me fez continuar.
Lutas e vilões fracos
As lutas são fracas. Os vilões, também. Eles até trazem alguns personagens antigos, mas nenhum passa a sensação de perigo real. No Naruto, mesmo o protagonista sendo fraco no começo, vilões como Zabuza impunham respeito. Aqui, o único que chega perto disso é o Arthur — e olhe lá.
As animações estão melhores que no fim de Nanatsu, mas as coreografias de luta são fracas. Falta a presença do personagem.
Os quatro cavaleiros aparecem rápido demais
Pra comparar: o Escanor aparece lá pelo episódio 14 da terceira temporada de Nanatsu (Netflix). Aqui, os quatro cavaleiros já aparecem cedo. Acho que foi pra evitar enrolação, mas o problema é que isso cortou o desenvolvimento de outros personagens que poderiam ser mais explorados.
Quando vemos todos juntos, fica claro que o núcleo principal é fraco. É como colocar o Luffy criança do lado do Luffy Gear 5 e dizer que ambos são ameaçadores.
Só um cavaleiro segura o anime (mas outro tinha potencial)
O único que realmente segura a atenção é o Sin, o Lancelot. Ele tem presença, maturidade e aquele “drift” que impõe respeito. É o único que conseguiu passar ameaça real pro Arthur — o cara que foi uma ameaça até pros Sete Pecados no final da temporada.
O Percival… já falei. Ele não amadurece e parece uma eterna criança. A Gawain é basicamente uma criança mimada tentando imitar a Merlin e o Escanor, sem trazer nada de novo.
Agora, o Tristan… aí sim tem potencial. Ele tem mais presença de protagonista que o próprio protagonista. É aquele personagem que poderia carregar a história, mesmo que ainda não esteja no nível de segurar tudo sozinho. É como no Naruto: no começo, o Sasuke parecia mais interessante, mas depois o Naruto cresceu e virou o centro.
O Tristan tem o modo de assalto do Meliodas e perde o controle com frequência, o que daria uma ótima narrativa de amadurecimento, aprendendo a domar seu lado demoníaco. Se ele fosse o protagonista, poderia rolar uma rivalidade muito boa com o Lancelot — e aí, sim, o Percival poderia entrar mais tarde como “a criança da profecia” e que precisava ser protegia, pois iria, em algum momento, surpreender todo mundo.
O problema é que, do jeito que fizeram, o Tristan ficou em segundo plano. E com os protagonistas atuais sem desenvolvimento sólido, a chance dele crescer na trama diminui muito.
Só uma luta que vale
A única luta realmente marcante é Lancelot vs Arthur. É a única que passa ameaça e faz você pensar “essa foi boa”. A única que você sente empolgado com ela.
A qualidade caiu, mas a polêmica não
O fanservice continua — e mal usado. Não agrega nada à história. E, pra mim, teve uma cena que foi simplesmente o pior ponto de todo o anime: a situação com a Jericho.
Uma mulher adulta diz que se apaixonou por um garoto quando ele ainda era criança. Não é amor fraternal, de professora, de irmã… é amor romântico. É doentio. E o anime deixa isso claro.
Conclusão
Pra mim, Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse tem mais erros do que acertos. Assisti as duas temporadas porque falaram que a segunda era boa, mas me decepcionei. Não vou assistir a terceira. Não me prendeu, me forcei a continuar e ainda teve cena que me fez sentir nojo.
Talvez melhore? Pode ser. Mas, pra mim, entrou na lista dos animes que não têm chance de retorno. Me arrependo de ter visto.

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