Round 6 - 3ª Temporada: Um final repetitivo
Decepção
Sabe, esse final de Round 6 foi bem decepcionante para mim. Porque prometia muito e não conseguiu entregar.
Ele conseguiu trazer ótimos personagens, que foram bem desenvolvidos para seus propósitos, tanto heróis quanto vilões.
Porém, a morte do 456 representou para mim algo que eu esperava, mas que achei mal executado, apesar dos apesares.
Mas, bem, vamos começar.
Lições Repetidas
Novamente, eles fazem a crítica ao sistema que não pode ser mudado e à podridão que alguns ricos têm. Teve, mais uma vez, a reflexão sobre humanos, sobre humanidade. As falas, os sacrifícios, os erros, as maldades — tudo isso já estava presente na 1ª temporada e se manteve.
A parte dos personagens novos, tudo bem. Alguns foram bem desenvolvidos, outros nem tanto. Por exemplo, temos o Min-su, personagem cuja única evolução foi ficar viciado e amargo consigo mesmo. Poderia ter sido trabalhado de forma que, no final, em sua morte, ele levasse pelo menos um com ele, mas não foi — apenas amarga. Se ele não tivesse na temporada, não faria diferença; foi um arco desperdiçado.
Os jogos também foram bons, mas a lição que já havia sido ensinada não foi bem repetida.
Desperdícios
Temos o mal desenvolvimento de arcos desperdiçados, como os do detetive Jun-ho e de No-eul.
O arco de No-eul, uma soldada do jogo, foi interessante para mostrar porque aquelas pessoas fazem aquilo, porém poderia ter sido mais rápido, porque o que ela fez foi bem irrelevante. Tipo, salvar um jogador apenas? Limpar o histórico? Se ela tivesse morrido como um sacrifício, ficando com o bebê ou fazendo algo que mostrasse uma ligação importante com a história principal, teria feito sentido. Mas parece algo desconexo e sem necessidade na história, que só consumiu tempo. Afinal, de que adiantou a história dela? Ela conseguiu salvar um, que, se não tivesse sido apresentado para nós, nem sentiríamos falta. Além disso, as convicções dela para dar certo em sua missão foram frágeis — quando é a história principal, até passa, mas com um personagem secundário não rola.
Sobre o detetive, ele ficou enrolado pelo marinheiro por tanto tempo, e um cara que não é investigador descobrir isso primeiro? Sabe, sacanagem. Teria sido mais útil se ele tivesse tido uma conversa com o irmão, se eles tivessem invadido e morrido matando alguns VIPs, algo que mostrasse que poderiam mudar o jogo, mesmo que no final não fosse possível. Aí o 456 sobrevivesse, e percebesse isso com a morte de todos, que não precisava ter acontecido, que ele não sentiria esse peso em dobro. Agora, escolher a bebê e sua própria filha? Ele ficou procurando a ilha para achar no final e entrar para sair, nada fez sentido. Sei lá, se fosse um spin-off, talvez fosse mais aceitável; se fosse só os jogos e um episódio a menos teria sido melhor.
A Morte do 456
Quando soube que teria uma segunda temporada, imaginei: matam o 456 no começo, ele não morre de novo, mas com consequências maiores (necessitando de terapia), ou morre, mas alguém mais carismático toma seu lugar, passando o bastão, ensinando para essa pessoa não errar como ele errou ao voltar ao jogo e...
Ao abandonar a própria filha, foi triste saber que ele ficou obcecado com o jogo, não falou com a filha, não mandou nenhum dinheiro e, mesmo assim, não foi capaz de mudar nada no jogo. No máximo, mudou um pouco a cabeça do líder, mas nada no sistema.
Vi a notícia de que o criador pretendia manter ele vivo e voltar para a filha. Ao meu ver, seria melhor — tipo uma patada na cara, mostrando que ele errou. Não adianta ser herói, e a mensagem seria a mesma: o sistema não muda. Já vemos direto obras onde o sistema não muda e o herói se dá mal. Eu quero ver ficção, não um jornal 2.0. Se ele morresse, que fosse se sacrificando para alguém bom viver.
Universo Expandindo: Preocupações
Agora me preocupa que o universo seja expandido entre a 1ª e 2ª temporada ou em outro país, como os EUA. Nenhuma dessas opções me anima. Se eles tivessem lançado a versão dos EUA primeiro, e depois a 3ª temporada aqui, poderia ser melhor — como se aumentassem o universo, e não matassem seu coração antes de preparar o próximo capítulo. Criar coisas que reforcem que o sistema não vai mudar, e o 456 vai morrer.
Seria mais animador, porque o que esperar dessa série? Personagens bons morrendo, jogos maneiros, mas a mesma lição.
Minha Opinião Final
Acho que, se você ler, percebe que para mim o problema foi a execução com o 456. Se ele tivesse sobrevivido ou morrido de um jeito melhor — porque para mim ele pular para salvar a bebê foi ridículo, uma idiotice considerando as condições. Dava para ele viver, se tivesse convencido a não matar o velho, apertasse o botão antes da luta começar, usasse a lábia, matasse os outros enquanto dormiam. Pensa comigo: ele e a bebê vivos, não apenas a bebê. Foi mostrado que não adiantou ele fazer o que fez, nem no final — ele pagou o pato.
Decepção, o que não precisava de mais uma temporada para isso. Poderia acabar na 1ª ou 2ª temporada, reduzindo histórias inúteis. Ou, como disse, melhorando a execução do final e o destino do Gi-hun já teria mudado o barco.
Mas, bem, quem sabe eles consigam extrair algo bom nas próximas produções, porque eles fizeram algo bom, a proposta é boa e a 1a temporada é excelente. Eles tem chance de produzir algo de qualidade. Porém, não tenho ânimo para isso agora, mas espero que eles acertem.
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