Duas Versões, Um Coração: Minha Opinião sobre The Sound of Your Heart
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Primeiramente, quero deixar claro que sou fã das duas versões. Ambas têm suas qualidades e são boas de assistir. Mas, sinceramente, curto mais a primeira. Apesar de a segunda ter seu valor, ela não chega aos pés da original. Os atores são bons, mas as histórias da segunda versão são mais fracas. A tentativa de ser mais realista tira um pouco da graça. E, claro, usamos a primeira como base, o que acaba influenciando a percepção.
Primeira versão
A primeira versão tem atores incríveis, que conseguem entregar exatamente o que é pedido. A comédia funciona demais. Os cortes de cena, as trilhas sonoras, as expressões... tudo é muito bem sincronizado.
É o meu dorama de comédia favorito. Foi o que mais me fez rir de verdade, daqueles momentos de dar gargalhada alta. Acontecem situações que você nunca imaginaria ver em um dorama.
Tem momentos memoráveis: o soldado norte-coreano no tablet, o homem seminu na aula de inglês, o incêndio no hotel chinês, a "louca da praça", a entrevista... entre tantos outros.
Eles criam uma expectativa, e o que acontece é algo totalmente diferente, gerando aquela quebra que te faz rir muito.
Todos os atores são muito bem desenvolvidos e funcionam perfeitamente no contexto.
Lee Kwang-soo, como Jo Seok, é comédia pura. Ele domina o personagem com caretas, gestos, falas e um jeito de falar que torna tudo engraçado. Apesar do estilo cartunesco, você consegue imaginar aquilo acontecendo na vida real.
Jung So-min, interpretando Ae Bong, traz leveza e humor. A química com o protagonista é ótima, e ela também tem seus momentos hilários.
A grande Kim Mi-kyung, no papel da mãe Kwon Jung-Gwon, é maravilhosa. Ela parece a mais sensata da família — rígida na medida certa, como uma mãe justa. E mesmo assim, rende momentos muito engraçados.
Kim Byung-ok, como o pai Jo Chul-Wang, é responsável por várias cenas cômicas com seu humor “tiozão”. Ao mesmo tempo, tem momentos mais sérios, mostrando sua versatilidade como ator.
O irmão do protagonista também tem cenas ótimas. Ele acaba sendo uma versão alternativa do Jo Seok, com diferenças que geram ainda mais comédia.
A sensação que tenho é de que usaram as melhores histórias do autor no roteiro. Tudo é muito bem amarrado e sempre há uma lição ou reflexão em meio ao humor.
E o final? Fantástico. Fecha a história de forma leve e esperançosa, dando a entender que ainda há muito mais histórias boas por vir — mas sempre com aquele tom suave, sem drama pesado, mostrando que eles enfrentariam qualquer coisa com leveza.
Senti falta de ver essas versões em algumas histórias da segunda versão: o casal mais junto, morando junto, interagindo com os sogros, casamento, filha, amigos... Não tivemos isso — mas pelo menos o reboot trouxe outras histórias divertidas.
Segunda versão
Agora falando da segunda versão… vamos lá.
Os atores são bons, com histórico em grandes produções. A ideia aqui foi encontrar um equilíbrio entre realidade e comédia. As histórias são boas, mas mais fracas na parte cômica.
Além disso, alguns personagens acabam se tornando um pouco chatos por causa de exageros no comportamento.
Sung Hoon, como Jo Seok, tenta equilibrar comédia e realidade. Mas alguns roteiros prejudicam o personagem, como o episódio em que ele pensa ter ganhado na loteria — aí ele parece mais um adulto infantilizado do que um bobo engraçado. A ausência das expressões exageradas do Lee Kwang-soo pesa bastante. Sung Hoon tem suas qualidades, mas é inevitável compará-lo com o antecessor.
Kwon Yu-ri, como a nova Ae Bong, tem ótimas cenas realistas de casal. Há seriedade e comédia nos momentos certos. Porém, em alguns episódios, suas ações são exageradas — como no episódio dos desejos — e isso torna a personagem cansativa em vez de divertida.
Tae Hang-ho, interpretando Jo Joon, é o segundo melhor personagem da série. Ele manda muito bem, mas o roteiro às vezes transforma seu personagem em alguém egoísta, como no episódio em que rouba eletrodomésticos do irmão. A atuação segura muito bem a barra, mas o texto poderia ajudar mais.
Shim Hye-jin, como a mãe, tem menos destaque. A personagem não é bem desenvolvida. Há momentos ruins, como quando ela vende as coisas do filho ou age como uma fã dele, além de ser mão de vaca em excesso. A cena do sofá com “poderes dos elementos” foi totalmente fora de tom — algo que nem a versão anterior ousou fazer.
Joo Jin-mo, como o pai, tem bons momentos, mas entrega um personagem menos memorável. Tentam repetir cenas da primeira versão, mas sem o mesmo impacto. Ele acaba soando mais mal-humorado do que engraçado.
No geral, os pais parecem bons como figuras familiares, mas fracos na comédia.
O roteiro tem seus acertos, como trazer mais amigos para o casal protagonista, além da filha e dos sogros da Ae Bong. Também há boas histórias e, novamente, lições importantes em alguns episódios.
Vale ressaltar, que a segunda temporada é melhor que a primeira, porque ela tenta ser ela mesma e não um reboot da primeira versão.
Minha opinião final
A primeira versão merecia uma segunda temporada. Tenho receio se ela teria o mesmo empenho, mas gostaria de ver.
A segunda versão é muito boa, mas vive sob a sombra do "irmão mais velho". Os atores são bons igualmente, o problema é que o roteiro não beneficia eles o quanto eles mereciam.
Apesar dos defeitos da segunda, posso dizer que é um dorama acima da média. Eu veria de novo com facilidade pelas coisas boas que entrega.
Queria uma continuação ou até mais um reboot com novas histórias. Vi que o webtoon original tem várias tramas e o autor ainda está ativo. Seria ótimo saber como estão os pais, o casal, a filha, o irmão e os amigos. Acredito que o autor conseguiria sim nos entregar mais uma ótima história.

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